Blog de Vilmar Boufleuer.
   



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Sou ateu!

Acho engraçado porque tantas pessoas dizem que “religião não se discute!”. Com assim? Por que não? Não vejo problema algum em discutir religião, crença e/ou fé, alias, ao contrário! Penso que se este tema fosse mais discutido na sociedade as pessoas se libertariam (no sentido literal da palavra) com muito mais facilidade, tendo em vista que as religiões se aproveitam da ignorância das pessoas e estas, por medo de certo poder metafísico, sobrenatural, extraterreno, etc, por “temerem à Deus”... acabam seguindo uma religião sem ao menos acreditar de fato, geralmente a crença se dá por medo ou por estarem bitoladas, foram catequizadas desde criança e nunca se atentaram a buscar a verdade, por existir este dogma de que religião, deus, etc, ñ podem/devem ser discutidos, o mundo está dominado por um pensamento retrogrado, alienante e maléfico.

A prova disto é que, argumentos religiosos são utilizados para tudo. Desde mutilações humanas, como queimar clitóris de crianças, a extermínios genocidas de populações inteiras, como muitas das que estão na bíblia e como acontecem hoje em vários países do mundo. "Tudo pela vontade de deus!" Enfim, há na bíblia argumentos para se justificar quase tudo, desde uma ação solidária à maior barbárie que se queira cometer. É absurda a ambigüidade e contradição dos textos encontrados nesta biblioteca. Sim, pois, a bíblia não é um livro, é uma biblioteca, composta por vários livros, textos. Este é outro fato importante e que é ignorado pela maioria dos “fieis seguidores”.

A bíblia foi criada por Constantino I durante o Concílio Ecumênico de Nicéia, no ano de 325 d.c. (isto mesmo, criada! Podem até dizer que os textos foram escritos por inspirações divinas, porém, quem os juntou em uma só encadernação teve outras inspirações). Na época, o imperador romano (Constantino I), que era pagão, uma religião de origem dos pagos que nada tem haver com adoração demoníaca, mas que assim ficou caracterizada pelos cristãos, apenas para justificar a imposição da nova religião, o cristianismo. A nova religião foi criada e imposta à todos os povos dominados pelo império romano, gentios e pagãos foram obrigados a abolir seus costumes, cultura religiosa e crenças para se submeterem à nova ordem, tudo com fins políticos para manter a dominação em um império que estava decadente.

Respeito quem quiser seguir acreditando, mesmo sem compreender muito bem... apenas postei textos aqui na tentativa, sem modesta alguma, de compartilhar um pouco de conhecimento histório-científico. Na minha visão estou cumprindo com minha responsabilidade de compartilhar todo conhecimento adquirido através de estudos, pesquisas e experiências (teórico e empírico), pois já dizia um velho sábio: “conhecimento guardado não tem valor!”.

A motivação principal da minha crítica as religiões e também contra a “fé” é a difusa controvérsia entre fé ligítima e doutrinação. Pois a maioria dos indivíduos foi influenciado pela família e grupo social onde vive, sem oportunidade de escolha e nem se quer possibilidade de análise e argumentação que lhe permitissem livre discussão do assunto e consciência plena.

Há uma forte tentativa de desmoralização de quem se “atreve” à por em pauta a discussão. Estes indivíduos são classificados como gente com falta de fé, influência demoníaca, etc. Os ateus sempre sofreram e ainda sofrem com isso. É um pensamento medieval que não mudou nos dias atuais e está crescente no fundamentalismo religioso da Renovação Carismática, Neo-pentecostalismo e outros movimentos fundamentalistas no Cristianismo, Judaismo, Islamismo, Hinduismo, etc...



Quem achar que o que escrevi é besteira, tem duas opções: ignorar ou contra-argumentar. 

Quem quiser aproveitar e se aprofundar no assunto, só poderá lhe fazer bem! 

Dica importante: Leia a bíblia, toda ela! Abstrair apenas o que lhe é de interesse é o que fazem as religiões e seus seguidores, quando estão bitolados. Desaliene-se, busque conhecimento! 

"Só o conhecimento liberta!" (José Martí)



Escrito por Vilmar Boufleuer às 12h55
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Um ano de Biblioteca Da Floresta.

Se a caracterização de uma sociedade e/ou de seu momento histórico se baseia na cultura de seu povo e suas práticas sócio-históricas, cabe avaliarmos o momento em que estamos vivendo e quais as práticas que utilizamos para alcançarmos nossos objetivos.

Segundo Marx e posteriormente reafirmado por Engels, é o trabalho que nos faz sermos homens, pois, através dele, expressamos a capacidade de transformarmos a natureza em nosso benefício, ao invés de nos submetermos a ela. Esta expressão pode ser interpretada como o “cultivo” do meio em que vivemos que nos remete a uma reflexão: o estamos cultivando?

A cultura, sendo ela um conjunto de valores materiais e espirituais, pode ser instrumento de conservação dos povos, seus costumes, seu meio de vida, etc, como também uma ferramenta de transformação social, no tocante da libertação do indivíduo, quando este se torna consciente de seu papel na sociedade. Exemplos disto não faltam na história da humanidade. Não é por coincidência que em todas as invasões de civilizações sobre outras tiveram forte apelo ideológico, provocando, muitas vezes pela força, a destruição dos costumes locais, como forma de estabelecer e manter a dominação. A necessidade de destruição cultural está baseada na destruição da identificação do indivíduo. È necessário impor novas crenças, nova língua, nova arte, nova culinária, criando uma padronização, provocando uma semelhança generalizada entre os oprimidos e opressores, para que assim, as aspirações, objetivos e desejos do povo sejam os mesmos de quem o domina, garantindo sua hegemonia. Este processo tem se intensificado com globalização da humanidade, numa tentativa de homogeneização da cultura.

Mas, como em vários momentos da história da humanidade, nos dias atuais temos muitos exemplos de resistência. Esta resistência ñ consiste apenas em preservar costumes de nossos antepassados, até mesmo porque, toda translocação temporal e geográfica implica em mudanças, perdas e ganhos de novos elementos culturais. No entanto, o que não podemos esquecer é de valorizar o que é nosso, o que nos pertence enquanto povo, que nos identifica com nossa terra, nossas raízes.

Escrever sobre cultura no dia de hoje não é ocasional, pois hoje é um dia muito especial no tocante da resistência da cultura do povo brasileiro e principalmente para o povo amazônico.

Hoje faz um ano que está em funcionamento a Biblioteca da Floresta Ministra Marina Silva, na cidade de Rio Branco - Ac, projeto tão bem coordenado pelo Professor Carlos Edegard de Deus, ou, como é carinhosamente conhecido, Prof. Edegard. Este espaço tem, segundo consta em seu sitio eletrônico, como principais objetivos: (1) organizar a informação histórica e atual sobre desenvolvimento sustentável; (2) tornar acessíveis ao público os trabalhos de pesquisas acadêmicas e técnicas; (3) divulgar os resultados de estudos, pesquisas e projetos em execução na região; e (4) promover o diálogo entre os saberes dos povos da floresta e o saber científico;” tornado-se assim um foco de resistência, identificando e disseminando a cultura popular brasileira e valorizando as peculiaridades da cultura do povo amazônico.

Parabéns a Biblioteca pelo seu aniversário e a todos e todas envolvidos a este projeto e a população da cidade por este lindo projeto.

Este projeto, com seus variados campos de atuação, como: exposições culturais e científicas; cinema; literatura, espaço para leitura e instrumentos de multimídia, pesquisa; disponibização de acesso digital; difunde as manifestações, estimula a diversidade e contribui substancialmente para que a população exercite sua tarefa emancipatória de defesa de sua cultura, sua identidade e fundamentalmente, propicia que o indivíduo produza e acesse cultura livremente.

Espero que este tipo de investimento seja intensificado, pois a cultura popular carece muito de apoio do Estado, como contraponto à Industria Cultural, que enfatiza os padrões homogeneizados, que propiciem a comercialização e o lucro com a cultura.

 

Vilmar Boufleuer

Brasileiro.



Escrito por Vilmar Boufleuer às 16h06
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O Comunismo está derrotado?

Com certeza todos aqui já ouviram falar em muro da vergonha!? Pois bem, este muro, para mim, se chama Wall Street!

A crise que todos estão acompanhando não diz respeito à apenas a questão imobiliária, ela está diretamente relacionada à especulação, um dos alicerces do capitalismo, portanto, a crise é sistêmica.

Não é a primeira vez que ocorre, desde o fim do feudalismo e a introdução do sistema capitalista por volta do séc. XIII. As crises de 1792; 1907; 1929 – A grande depressão; 1970 – Crise do petróleo; 1985 – Crise da poupança e, agora, em 2008 – Crise imobiliária

E então, como sempre acontece nesses momentos em que o capital (leia-se banqueiros e especuladores) se vê diante da ruína, apelam, sem qualquer cerimônia às premissas do “tão famigerado” comunismo, onde o Estado regula a economia e promove intervenções para ajustá-la.

O que é novo na intervenção em curso é a sua magnitude e o fato de ela ocorrer ao fim de 30 anos de evangelização neoliberal conduzida com mão de ferro a nível global pelos EUA e pelas instituições financeiras por eles controladas, FMI e o Banco Mundial: mercados livres e, porque livres, eficientes; privatizações; desregulamentação; Estado fora da economia porque inerentemente corrupto e ineficiente; eliminação de restrições à acumulação de riqueza e à correspondente produção de miséria social.

Fica a pergunta, incômoda como sempre: se o mercado tem o direito de revelar seu humor sombrio, e ser prontamente atendido pelo pronto socorro do Estado, por quê os trabalhadores e trabalhadoras não desfrutam do mesmo direito?

Aqui está em toda sua nudez a farsa do liberalismo ou neoliberalismo. Em tempos de "vacas gordas", de lucros estratosféricos, os especuladores do mercado financeiro querem o Estado e a mídia bem longe de seus negócios. Silêncio total sobre os mecanismos secretos de uma acumulação sem limites! Em tempos de "vacas magras", de crise e depressão, correm a pedir socorro, aceitando de bom grado a ajuda do Estado e o espetáculo dos meios de comunicação. Apropriam-se sem escrúpolos do dinheiro público dos impostos. Em uma palavra, privatização dos ganhos, socialização das perdas! Assim, através dos juros e das operações de salvamento do sistema financeiro, consolida-se o mecanismo mais perverso, hoje em dia, da transferência e concentração de renda.

O engraçado é nesta hora somem todos os “graduados economistas” com seus belos comentários durante os noticiários, das maravilhas do capitalismo, do livre mercado, da livre concorrência, defendendo um Estado fraco, sem poder de interferência e muito menos de controle sobre a economia... onde estão?

Baseado no artigo Mercado Enfermo
De Pe. Alfredo J. Gonçalves
Jornal Brasil de Fato - 23/09/2008.



Escrito por Vilmar Boufleuer às 15h05
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O Descaso com a Amazônia.

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A aprovação da Medida Provisória (MP) 422 pelos deputados federais na noite de terça-feira, poucas horas após a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente, confirma que a defesa da biodiversidade vem perdendo a batalha contra o desmatamento e o desenvolvimento a qualquer custo, defendido por diversos setores do governo.

A recém aprovada MP 422 pode ser traduzida como a “legalização da grilagem”. Ela trata da dispensa de licitação para a venda de terras públicas com até 1.500 hectares – limite ampliado em mil hectares – sob a tutela do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Agora, a MP 422 aguarda a companhia do Projeto de Lei proposto pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o PL 6.424, outro grande incentivo à devastação, que reduz de 80 para 50% a exigência de reserva legal (área de preservação de floresta) em propriedades na Amazônia.

Ambas as propostas evidenciam a prioridade do governo federal: abrir terreno para o agronegócio, seja ele qual for. O setor do agronegócio é hoje protagonista do grande processo de devastação da Amazônia que, nos últimos cinco meses de 2007, excedeu a medida de 3.000 quilômetros quadrados de floresta, de acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente.

Não é por acaso que os ventos apontam para o Norte e o agronegócio segue essa direção. É na região amazônica que está concentrado o maior volume de terras devolutas do país. Essa é a base de um processo de ocupação e devastação que, aliado ao uso da máquina estatal para fins privados, abre espaço para as diversas frentes do agronegócio em destaque no mercado, em especial o extrativismo de madeira, pecuária e a monocultura da soja.

Trocar a floresta por boi é projeto antigo. Sabe-se que a iniciativa de ocupar a região com gado remonta à década de 1950 e começou a dar passos mais firmes durante o governo militar, quando em 1966 foram aprovados os primeiros projetos agropecuários para região.

A Amazônia sofre hoje com uma dose cavalar de ocupações ilegais realizadas por latifundiários pecuaristas e produtores de soja, desenvolvidas por meio da grilagem de terras e pactuada com a pilhagem de madeira. Os últimos dados sobre o avanço da produção de gado, por exemplo, são emblemáticos e assustadores.

O montante de áreas usadas para a pecuária na região é de 32,6 milhões de hectares, o que corresponde à soma das áreas dos estados de São Paulo, Rio e Espírito Santo. Dos 30,6 milhões de hectares devastados entre os anos de 1990 e 2006, 25 milhões foram transformados em pasto.

O roteiro é simples: primeiro é preciso cercar a terra adquirida junto ao Incra – geralmente de maneira ilegal –, vende-se a madeira da área e então, depois de uma pequena queimada para construir pasto, toma-se a terra para a criação de gado ou, com mais investimento, para a plantação de soja.

Um esquema que conta também com empresas exportadoras brasileiras e estrangeiras. Um terço da carne produzida nessas áreas ilegais, bem como grande parte da madeira roubada e da soja, vão para fora do país. Ou seja, parte do superávit da balança comercial do país, principal “benefício” do modelo do agronegócio, é sustentado na devastação da Amazônia.

O que evidencia a disposição do agronegócio no Brasil: usar a terra que pertence a todo o povo em função única e exclusivamente do lucro, sem levar em conta questões ecológicas ou de outra ordem, atentando contra condições humanas de sobrevivência.

O problema da pilhagem de madeira e ocupação pelo gado está longe de ser resolvido. Pelo contrário. Agora a investida desses latifundiários é descaradamente travestida de assentamento, a exemplo das denúncias que marcaram o fim de 2007, sobre projetos irregulares no Oeste do Pará, os quais, em vez de abrigarem agricultores, estariam sendo explorados ilegalmente por madeireiras.

O escândalo que revelou a existência de um pacto entre madeireiras e o Incra do Pará, acusado de destinar áreas da floresta para assentamentos falsos que são depois exploradas pelos latifundiários, há muito vinha sendo denunciado pelo MST.

Nessa ciranda, a monocultura da soja muitas vezes trabalha em parceria com a pecuária, já que o grão se expande por áreas de pastagem degradada. O cultivo já devasta o cerrado e avança sobre a Floresta Amazônica.

Encabeçando esse processo estão o capital financeiro e as grandes transnacionais do agronegócio, como Cargill, Bunge, Monsanto, Syngenta, Stora Enzo e Aracruz, que orientam um modelo de produção agrícola baseado na expulsão dos trabalhadores rurais, indígenas do campo e na destruição do meio ambiente.

Entre 1995 e 2003 a produção de soja cresceu mais de 300% nos estados do Pará, Tocantins, Roraima e Rondônia e essa expansão tem previsão de continuidade até 2020. A área de cultivo de soja na Amazônia passou de 20 mil hectares no ano de 2000 para 200 mil em 2006.

Mais impressionante e incriminador são os dados do aumento da produção em Santarém, no Pará. Um claro exemplo da relação dos investimentos dessas transnacionais com a devastação de nossa floresta. A área colhida em Santarém saltou de 200 hectares em 2002, para 4,6 mil em 2003 e hoje corresponde a 16 mil. Curiosamente, foi no ano de 2003 que o porto construído na cidade pela Cargill, destinado para o escoamento de grãos, começou a operar. Porto que, aliás, foi instalado ilegalmente, pois à época não apresentou o Estudo de Impacto Ambiental que é precedente obrigatório para tal empreendimento, segundo a Constituição de 1988.

As transnacionais buscam agora introduzir no mercado novas sementes transgênicas, tornando ainda mais acirrado o avanço sobre a floresta. E isso já está acontecendo. Amargamos recente liberação de duas variedades de milho transgênico da Monsanto e da Bayer que agora poderão ser comercializadas.

A decisão do CNBS (Conselho Nacional de Biossegurança) põe em risco um longo trabalho de conservação a campo de centenas de variedades de milho adaptadas a diferentes regiões e a diferentes usos e cultivadas livremente pelos agricultores.

A conseqüência mais grave diz respeito à soberania alimentar do país. Isso porque o milho está na base da estrutura alimentar brasileira e as variedades transgênicas a serem cultivadas atendem prioritariamente à produção de ração e agrodiesel. Mesmo se direcionadas à alimentação, o alerta permanece, haja vista a desaprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quanto ao processo de liberação, por não conter dados que comprovassem a segurança do grão para o consumo humano.

Há anos o movimento vem reivindicando que a criação de assentamentos seja concentrada em áreas com maior número de acampamentos, como no Nordeste, Sul e Sudeste. Enxergamos as florestas como patrimônio da humanidade e sabemos que os maiores prejudicados com a devastação são os camponeses. Tal posicionamento encontra referência em nossas ações, que se contrapõem ao modelo agroexportador. Apostamos na agricultura camponesa desenvolvida em pequenas propriedades, com base na agroecologia e sabemos que são os camponeses os guardiões de nossa terra.
"
Secretaria Nacional do MST

Escrito por Vilmar Boufleuer às 20h07
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Projeto Lei do Senado Federal

Projeto que regulamenta as profissões de analista de sistemas e técnico de informática tem parecer aprovado na CCT
“A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) aprovou, nesta quarta-feira (5), parecer favorável do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao projeto de lei que regulamenta o exercício das profissões de analista de sistemas e técnico de informática. A proposta é de autoria do senador Expedito Júnior (PR-RO) e agora será encaminhada à Comissão de Assuntos Sociais (CAS), na qual receberá decisão terminativa.O parecer de Azeredo excluiu da proposta original (PLS 607/07), por sugestão do senador Renato Casagrande (PSB-ES), a possibilidade de criação de conselhos federal e regional de informática. Casagrande lembrou, ao explicar que a proposição continha um vício de iniciativa, que conselhos federais são autarquias e a concepção desses órgãos é prerrogativa do Poder Executivo.O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) observou que, caso fosse aprovado prevendo a criação dos conselhos de informática, o projeto seria vetado pela Presidência da República. O senador sugeriu que analistas de sistemas e técnicos de informática poderão optar pelo vínculo a algum conselho ou confederação já existente com o qual a profissão tenha pertinência.De acordo com a proposta, a profissão de analista de sistemas somente poderá ser exercida por pessoas que possuam diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados. Já para desempenhar a função de técnico de informática, o projeto determina a comprovação de diploma de ensino médio ou equivalente de curso técnico de Informática ou de Programação de Computadores. Esses diplomas devem ser expedidos por escolas oficiais ou reconhecidas, ainda de acordo com o projeto.

“É desse profissional que se espera o cumprimento de normas éticas e a colaboração efetiva para que haja segurança nas comunicações e o respeito às normas legais, civis e criminais aplicáveis à atividade”, ressalta Azeredo em seu relatório.”

Veja o Projeto de Lei do Senado em: http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/Detalhes.asp?p_cod_mate=82918

Infelizmente foi barrada a criação de um conselho para que possamos nos organizar e que sirva de instrumento para defendermos nossa dignidade como profissionais da área. Na falta deste, somos obrigados agora a correr atrás de algum conselho que nos adote... com por ex: crea. Algo assim é absurdo, tendo em vista que o CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) não contempla a maioria das categorias na área de TI, ou seja, vamos ter q correr atrás... este "nobre" senador (fdp) talvez pense que consigamos nos registrar no conselho de medicina ou de odontologia ou qualquer coisa do gênero...


Escrito por Vilmar Boufleuer às 15h58
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